26/03/2014 12h38 – Atualizado em 26/03/2014 12h57 Em RO, caminhoneiro morre durante espera para travessia de balsa ao AC

De acordo com a PRF, homem de 50 anos pode ter sofrido infarto.
Caminhoneiro estava na fila para travessia sobre Rio Abunã há 6 dias.

O caminhoneiro Joaquim Luiz Batista, de 50 anos, foi encontrado morto na cabine do caminhão em que aguardava pela travessia sobre o Rio Abunã, no Distrito de Vista Alegre do Abunã (RO), na manhã de segunda-feira (24), informou a Polícia Rodoviária Federal (PRF).  A suspeita é de que ele tenha sofrido um infarto. A região concentra grandes filas de carreteiros, que esperam o momento de transpor o rio por balsa, mas a travessia está interrompida por conta da cheia histórica do Rio Madeira, que nesta quarta-feira (26) atingiu a cota de 19,65 metros, de acordo com aferição da Agência Nacional de Águas (ANA).

O homem, natural de Alpinópolis (MG), fazia transporte de cargas para o Acre e estava na fila há seis dias, segundo a PRF. O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Rio Branco (AC), distante 280 quilômetros do distrito. “Não é fato raro. Eu, pessoalmente, acompanhei mais de dez casos de motoristas que vão dormir e não acordam mais”, relatou o inspetor da PRF João Bosco Ribeiro.

A transportadora em que Joaquim trabalhava foi informada e assumiu as despesas do traslado do corpo. “Não acreditamos que tenha relação com as enchentes”, disse o inspetor.
Segundo a PRF, testemunhas relataram que o caminhoneiro estava bem na noite de domingo(23), e participou de conversas com grupos de motoristas à margem da estrada. Todos, como de costume, acordam cedo, e sentiram a falta do companheiro. Joaquim estava debruçado sobre o banco com as portas travadas. O tipo de carga que ele transportava não foi informado.

A PRF afirma que as filas nas duas margens do Rio Abunã são grandes. Além de combustíveis, os carreteiros com destino ao Acre transportam alimentos em geral, gás de cozinha e medicamentos.

Cheia histórica
De acordo com o último balanço da Defesa Cidil de Rondônia, em cheia em todo o estado já afeta, de forma direta, mais de 16,5 mil pessoas (desalojadas e desabrigadas) em Porto Velho e 11 distritos – que teve o estado de calamidade pública reconhecido pelo governo federal na última semana – mais quatro municípios que estão em emergência – Guajará-Mirim, Nova Mamoré, Rolim de Moura e Cacoal.

O aumento no nível do rio, a água invadiu a BR-364 em diversos pontos. Na última semana, após o rompimento de um bueiro em um trecho alagado próximo ao distrito de Velha Mutum, a rodovia foi totalmente bloqueada, isolando o estado do Acre e distritos da Ponta do Abunã. Nos trechos mais críticos, a lâmina de água já chega a um metro e meio acima do asfalto.

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