Sites do interior querem mais transparência na distribuição de recursos para mídia da ALE-RO

Na tarde desta segunda-feira (09), os representantes dos sites de notícias Rondônia Vip (região do Vale do Jamari, Zona da Mata e Capital), Jaru Online (Central) e Extra de Rondônia (Cone Sul) se reuniram com o promotor da probidade administrativa, Alzir Marques Cavalcante Júnior, na sede do Ministério Público Estadual para pedir uma ação da instituição em relação à não utilização dos recursos públicos da publicidade da Assembleia Legislativa de Rondônia.

Segundo o grupo, a licitação foi concluída em janeiro deste ano, mas até agora, não houve o pagamento para a imprensa. Porém, o Legislativo Estadual é suspeito de utilizar o artifício de contratar donos de sites ou pessoas indicadas por eles para receber salários e assim ficaria caracterizado como “pagamento de mídia”. “Os jornais eletrônicos do interior sempre foram excluídos da participação na mídia da ALE.

No início do ano passado, após reivindicações de donos de sites do interior do estado, o atual presidente Hermínio Coelho se reuniu com os veículos mais acessados e se comprometeu a democratizar a distribuição das verbas publicitárias, o que de fato aconteceu. Mas, passado poucos meses, houve um corte nos recursos. A Assembleia alegou que não iria mais contratar a mídia com os sites do interior porque havia empresas que fraudavam os números dos acessos e que isso tinha gerado uma denúncia no Ministério Público. Isso não está bem explicado até hoje”, afirmou Êduard Motta, gerente do site Rondônia Vip.

Para Maico do Carmo, do Jaru Online, há um privilégio para sites da capital por eles serem aliados ou parceiros de deputados estaduais. “Existem sites do interior do estado que tem muito mais audiência do que sites da capital que recebem recursos da mídia da Assembleia. Isso é uma vergonha. Nós trabalhamos direito, reunimos documentos, realizamos tudo que nos pedem nas licitações, mas não somos contemplados. O recurso público é para ser empregado corretamente na divulgação das ações da ALE. Só que não concordamos como tudo é feito hoje: sem transparência ou com utilização de servidores laranjas que recebem salários a título de ‘compensação’ como pagamento de mídia”, disse ele.

Na opinião de Orlando Caro, jornalista responsável pelo Extra de Rondônia, o único caminho para resolver o problema que envolve os recursos da mídia da Assembleia Legislativa é a intervenção do Ministério Público. “Tentamos por diversas vezes conversar com o presidente Hermínio, com representantes do setor administrativo da ALE, mas só ficam nas promessas. Enquanto isso, vemos uma blindagem exagerada ao presidente da Casa que é acusado de estar envolvido em situações condenáveis durante a Operação Apocalipse. Isso não é de graça é um indício de que estão fazendo coisas erradas aí. Não é justo com quem trabalha corretamente e está na legalidade”.

O promotor de Justiça, Alzir Marques, prometeu ações mais diretas para tentar resolver essa questão. “Pretendo chamar mais uma vez o secretário-geral da Assembleia, para conversamos novamente. Já havia recebido denúncias do gênero. Essa situação se arrasta há anos. Já assinamos diversos Termos de Ajustamento de Conduta com a ALE para normatizar as questões inerentes à mídia. Mas, vamos agir e dentro das reclamações apresentadas por vocês hoje, vamos instaurar um procedimento para investigar essa situação”.

Fonte: Assessoria

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