Estudo diz que Brasil precisa reduzir número de impostos para crescer

Um estudo econômico sobre o Brasil publicado pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) nesta terça-feira (22) apontou os recentes progressos do Brasil na economia e distribuição de riquezas, mas destacou que questões estruturais ainda são um desafio de longo prazo para o país.

O estudo sugere que, para aumentar a produtividade e aumentar o bolo que permite a redistribuição de renda, é preciso dar atenção especial para reformas estruturais, como forma de melhorar a infraestrutura e o ambiente de negócios.

Entre as principais medidas sugeridas, estão “simplificar um sistema tributário oneroso e abrir oportunidades de comércio e investimento; […] dar continuidade aos esforços de consolidar uma gama diversa de impostos indiretos em um único imposto sobre valor agregado, reduzir a proteção tarifária e eliminar os requisitos de conteúdo local e os apoios a setores específicos”.

“O Brasil subiu no ranking das maiores economias emergentes do mundo, ao mesmo tempo em que tornou o seu crescimento econômico mais inclusivo”, disse o relatório. O secretário-geral da OCDE Angel Gurría acrescentou que “crescimento e políticas sensatas permitiram que 40 milhões de pessoas se juntassem à classe média na última década. Hoje, o desafio é criar as condições que vão permitir novas melhorias nos padrões de vida”, afirmou.

Entre as áreas que devem merecer atenção nos próximos anos, a OCDE destaca, especialmente, a continuidade da política macroeconômica, visando trazer a inflação de volta ao centro da meta de 4,5%. “A OCDE recomenda que é importante que o Brasil tire proveito de sua reputação arduamente construída gerindo as finanças públicas de forma clara, previsível e transparente”, afirmou o relatório.

A OCDE também recomendou a continuidade e ampliação dos programas sociais e de distribuição de renda, especialmente o Bolsa Família. “As políticas sociais também desempenharam um papel chave na redução da pobreza e na redução das disparidades de renda, e o Brasil deve concentrar recursos nos programas que se mostraram mais eficazes na melhoria das condições de vida das pessoas pobres, incluindo os programas de transferência de renda, como o Bolsa Família.”

Fonte: UOL

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