Depois de ser acusado de corrupção pelo Ministério Publico Federal, Roberto sobrinho evita populares e sai em disparada

PORTO VELHO, RO – Na tarde desta segunda-feira (30/12), o ex-prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho foi reconhecido por frequentadores do Bar do Pernambuco, que fica localizado na Avenida Calama entre Rua Gonçalves Dias e Rua Jamari, zona central de Porto Velho.

Segundo apurou a reportagem do OOBSERVADOR, o ex-prefeito esteve por mais de uma hora na sede do site TUDORONDÔNIA onde concedeu uma entrevista se defendendo das acusações de corrupção do Ministério Público Federal.

“Ei Roberto vem aqui”, gritavam frequentadores do Bar do Pernanbuco. Neste momento o ex-prefeito cobriu o rosto com o paletó e saiu em disparada onde um carro lhe esperava na esquina.

O ex-prefeito ligou no site O OBSERVADOR e disse que saiu correndo porque estava chovendo e não ouviu os gritos dos populares.

CONFIRA AS ACUSAÇÕES CONTRA O EX-PREFEITO ROBERTO SOBRINHO

O procurador da república Reginaldo Trindade do Ministério Público Federal (MPF) em coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (30/12) informou o ajuizamento de quatro novas ações de improbidade administrativa contra a gestão do ex-prefeito Roberto Sobrinho.

Também irão responder por desmandos e supostos atos de corrupção o professor Israel Xavier Batista, Silvana Cavol Erbert, Valmir Queiroz e as empresas Lufen Construções, Pavinorte Projetos e Construções e BH Construtora e seus representantes.

As ações que pedem ressarcimento e danos morais no valor aproximado de dez milhões de reais são fruto de investigações da operação Sempre MPF, que começou a cerca de 1 ano atrás apontou favorecimento de empresas, assédio contra servidores, pagamentos de vantagens indevidas e desvio de dinheiro de obras de pavimentação e construção de conjuntos habitacionais.

Todas as empresas ganhavam licitações com indícios de favorecimento e durante a execução das obras, eram beneficiadas por ‘facilidades’ na hora do pagamento das medições, que nem sempre condiziam com a realidade da obra.

“Fiscais, engenheiros e arquitetos que identificavam coisas erradas nas medições e faziam notificações contrárias ao interesse dos empresários, Israel Xavier e Valmir Queiroz faziam de tudo para não ser levada adiante a fiscalização” afirmou Trindade.

Também havia um estado de terror na Sempre – Secretaria Municipal de Projetos Especiais contra os servidores que não compactuavam com os interesses escusos, sendo os servidores ameaçados e até transferidos de setor.

FAMÍLIA 
As empresas que estão sendo processadas são de propriedade do ex-tesoureiro do PT – partido dos trabalhadores Edson Silveira (BH Construtora), Luis Fernando Lima ( Lufen Construções ) e Renato Lima (Pavinorte Projetos). As três empresas ganharam juntas mais de 30 obras, tendo recebido cerca de 80 milhões da gestão petista.

Os empresários Paulo e Renato são irmãos e também grandes doadores da campanha eleitoral de Roberto Sobrinho em 2008 e de Israel Xavier em 2010. No caso de Roberto em 2008, o caso é mais grave, já que as empreiteiras doaram depois do dia 3 de outubro, já com Sobrinho estando virtualmente eleito.

INTERCEPTAÇÕES TELEFÔNICAS
Com a autorização da justiça, a Polícia Federal realizou interceptações telefônicas e numa delas, segundo o procurador Trindade, Roberto Sobrinho foi flagrado em conversa com Israel Xavier onde claramente fazia gestões para acelerar o pagamento destas empresas.
“Para cada ação ajuizada contamos com mais de 70 folhas de evidências” disse Trindade que também informou que em diversas buscas e apreensões realizadas nas casas dos acusados, foi levantada uma grande quantidade de material substancial que comprovam casos escabrosos de corrupção.

Citou especificamente a apreensão na SEMPRE, na mesa do servidor Paulo Alves de Souza, irmão do ex-deputado Miguel de Souza, um ‘Livro de ouro Rafinha’ onde continha uma planilha de pagamentos sistemáticos. As empresas processadas constam na planilha. Outras empresas e pessoas estão nesta relação e são atuais alvos de investigação do MPF.
Estas empresas ainda têm cerca de 30 milhões de reais para receber

LERDEZA DE MAURO
O procurador Reginaldo disse que as investigações não estão contando com o apoio da atual gestão do médico Mauro Nazif, que mesmo já passado um ano de recomendação de auditoria e pericia nas licitações nas obras paradas de Roberto Sobrinho, ainda não se prontificou a tomar medidas extremas para transformar Porto velho, que virou um’ cemitério’ de obras inacabadas.

‘Ele vai fazer as auditorias para apurar as irregularidades, sob pena dele mesmo ser responsabilizado por omissão’ afirmou Trindade em relação ao atual prefeito Mauro Nazif.

Com a celeridade que se esperava, previa-se o ajuizamento de até 30 ações, porém somente quatro se chegou a finalização da auditoria, que conta com apoio incondicional da CGU – Controladoria Geral da União e Polícia Federal. O 5º BEC também iniciou os trabalhos de pesquisa na qualidade das obras que demandam a utilização de laboratório especifico, que a unidade militar possui.

Já foi detectado que nos contratos de pavimentação realizada por estas empresas eram para ser de 5 centímetros a camada asfaltíca e até o momento só se encontrou na capital de Rondônia ruas ou avenidas comapenas dois e três centímetros de espessura, o chamado ‘casca de ovo’.

Também foi detectada a utilização da Usina de Asfalto do município pelas empresas Lufen e Pavinorte, graças a reportagem denunciada pelo site Rondoniaovivo em 2009.

O procurador de república Reginaldo Trindade finalizou a entrevista com um texto duro e contundente contra os desmandos que destruíram a capital rondoniense na administração de Roberto Sobrinho e faz pedido solene para o prefeito Mauro Nazif ‘começar a abrir a caixa preta da prefeitura’, já que ele não teve nada a ver com os desmandos.

O OBSERVADOR

 

 

Comente

   
     
 
© 2013 - Desenvolvido por Webmundo Soluções Web - Todos Direitos Reservados Conexao190. Jaru/RO Levando mais Informação.